Empreender no Social

Empreendedorismo social

Ideias inovadoras e capacidade de transformação social são características fundamentais para ser um empreendedor.

Atualmente, o país vive um momento em que as questões sociais ganham relevância. A escassez de políticas públicas em vários setores da sociedade chama a atenção de cidadãos engajados para uma transformação social. E é com esse intuito de provocar mudanças, que surge o empreendedor social: cidadão que busca soluções com ideias inovadoras, para questões comunitárias, ambientais e econômicas, sem objetivo de gerar lucro, mas sim colaborar para um desenvolvimento sustentável de uma comunidade ou causa social.

Como Leo Duarte, que iniciou sua prática empreendedora aos 15 anos, quando mobilizou colegas da escola onde estudava a produzir um documentário, com uma câmera na mão e uma única ideia na cabeça: “fazer uma coisa que nunca se fez antes com recursos que tinha em mãos,” recorda.

Leo Duarte

Leo Duarte, graduado em Relações Internacionais pela PUC Minas, trabalha em projetos de empreendedorismo social e desenvolvimento sustentável, além de participar da comunidade Global Shapers, uma iniciativa do Fórum Econômico Mundial que reúne jovens entre 20 a 30 anos com espírito empreendedor para construir melhores cidades.

Uma de suas atuações como empreendedor social, é como facilitador do Jogo Oásis, projeto concebido pelo Instituto Elos para ser uma ferramenta de mobilização e transformação comunitária.

frase

O Jogo Oásis é realizado em sete etapas: olhar, afeto, sonho, cuidado, milagre, celebração e re-evolução.  Todo o projeto é construído de forma cooperativa entre a comunidade local e os voluntários. As mobilizações são aleatórias, assim como as demandas, que podem partir de comunidades ou da sugestão de voluntários.  E é uma ação aberta, as pessoas que se interessarem pela causa podem se voluntariar e participar.

Segundo Leo, buscar a materialização do trabalho; transformando sua ideia em realidade, conhecer bem o ambiente onde se quer agir e colocar tudo em ação, são práticas fundamentais para um empreendedor social.

Atualmente, Leo Duarte é consultor de novos modelos de educação e inovação. Para ele, é necessária uma mudança na percepção em relação à comunidade escolar. “Aprender não é somente passar informação, é necessário descobrir o potencial de cada um, é despertar esse talento”, afirma.

Aida Franco de Lima, jornalista e doutora em comunicação e semiótica, também destaca a importância do empreendedor social conhecer a realidade do local e colocar suas habilidades em ação. “Eu sempre acreditei na iniciativa do cidadão comum no intuito de mudar, para melhor, o seu entorno. Temos inúmeras práticas de sucesso espalhadas pelo Brasil e mesmo diante da carência de políticas públicas em várias instâncias da sociedade, temos empreendedores que fazem a diferença”, afirma Aida.

onde surgiu

 

Atuação

O Instituto Rondon Minas incentiva o empreendedorismo social como forma de engajamento social de Rondonistas já formados, para que o trabalho iniciado nas intervenções do Projeto Rondon ultrapasse os muros da universidade e continue como prática profissional.

Com a proposta de fomentar a Formação Humana Integral de seus colaboradores, o Instituto Rondon Minas criou a política interna de se trabalhar em Grupos Técnicos. Os GT’s são formados por profissionais Rondonistas, que antes desenvolveram ações voluntárias e pontuais durante sua formação acadêmica e agora, têm a oportunidade de desenvolver ações que fortaleçam a instituição atuando em distintas áreas (financeiro, jurídico, comunicação, gestão e administração, recursos humanos, apoio psicossocial), além de participar efetivamente de todas as etapas da construção de um projeto.

Luciana Priscila do Carmo (foto) Presidente do Instituto Rondon Minas, ressalta a importância do trabalho empreendedor nas Organizações da Sociedade Civil (OSC). “A proposta de abertura das OSC aos cidadãos e profissionais interessados em empreenderem socialmente, vislumbram a promoção da autonomia das pessoas que se engajam por uma causa, assim como, da comunidade parceira em que se pretende a transformação social”, afirma.

Lupri

Além da autonomia, Luciana Priscila destaca outros benefícios para uma atuação empreendedora, como o poder de trocar conhecimentos técnicos com demais empreendedores sociais, voluntários e comunidades; maior flexibilidade nos horários de trabalho e de se flexibilizar entre funções estratégicas, táticas e operacionais sem engessar sua criatividade, suas habilidades e competências de empreendedor social.

O voluntário e o universitário extensionista continua a ter seu espaço de participação nas ações e projetos do Instituto Rondon Minas por meio de editais de seleção e convocações que serão feitas pelo site, redes sociais e outros meios de divulgação.

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