Lixão é transformado em parque ecológico com mutirão

Foto: Catracalivre
Foto: Catracalivre

Colaboração, força de vontade, boas ideias e iniciativa. Esses são alguns ingredientes que podem fazer do mundo um lugar melhor para se viver. E o Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, sabe bem como é usar estes “temperos” transformadores da sociedade.

Há dez anos, Mauro Quintanilla e Pedro Henrique de Cristo, dois moradores da comunidade, resolveram limpar um terreno que servia como lixão irregular e dar cara nova ao local. A iniciativa tomou corpo, e logo os vizinhos aderiram a campanha e criaram o Parque Ecológico Sitiê.

“Nós começamos a limpar, eu não acreditava que íamos conseguir”, contou Quintanilla, em entrevista ao site Arq.Futuro. “Só que virou uma bola de neve, vinham voluntários num dia, no outro dia vinham outros”, completou.

Um mutirão foi formado e ajudou a remover 16 toneladas de lixo que estavam acumulados há décadas no lugar. O interessante é que parte dos resíduos foi reaproveitado na construção do próprio parque, como pneus velhos, assentos sanitários e vasos de plantas.

O parque hoje é formado por 8,5 mil metros quadrados de jardim, horta comunitária e espaço de recreação. Tudo isso com uma linda vista para o mar. Para Pedro Cristo, um dos idealizadores, o sentimento de pertencimento foi preponderante para o sucesso do projeto. “O grande segredo para fazer isso é que a comunidade precisa ser dona do processo de mudança”, disse.

O Parque Ecológico Sitiê recebeu premiação nos Estados Unidos e foi reconhecido como a primeira agro-floresta do Rio pela Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura. A denominação é dada a locais em que trechos de mata nativa se alternam com terrenos cultivados, num conjunto de parque ecológico com parque educativo.

O Instituto Rondon Minas, que tem como alguns de seus valores a coletividade e a transformação, apóia estas iniciativas.

Foto: Catracalivre
Foto: Catracalivre

Projeto Rondon Minas faz ações na Vila Pica Pau

rondon 4O Projeto Rondon Minas – Direitos Humanos está a todo vapor. As ações nas vilas que margeiam o Anel Rodoviário já começaram e há muito trabalho a se fazer. A Vila Pica Pau, por exemplo, localizada na região noroeste de Belo Horizonte, recebeu os rondonistas nos dias 1º e 2 de fevereiro.

Na ocasião, foram aplicados os questionários socioeconômicos, quando os proprietários dos imóveis são entrevistados para identificar e levantar dados sociais, como acesso à educação, saúde, lazer e cultura. O intuito também é de identificar suas demandas em relação à moradia, mobilidade urbana, saneamento básico e outras questões ligadas aos direitos humanos.

Laura Pereira da Silva, de 36 anos, é moradora há quatro anos, da Vila Pica Pau. Ela foi uma das pessoas que receberam os rondonistas em casa para a entrevista. Laura demonstrou estar aliviada com a ação do projeto. “Só de saber que existe um interesse em outra forma de remoção, já é ótimo para mim”, afirma.

Cerca de 190 questionários foram aplicados pela equipe do Projeto Rondon Minas na Vila Pica Pau. O Projeto Rondon continuará com suas ações na Vila Pica Pau e demais comunidades do entorno do Anel Rodoviário para garantir uma remoção justa, segura e humanizada das famílias.

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Projeto Rondon Minas faz mobilização para comunidades do entorno do Anel Rodoviário

Equipe de mobilização do Rondon Minas
Equipe de mobilização do Rondon Minas

Com intuito de promover uma socialização e apresentação do Projeto Rondon Minas às comunidades do entorno do Anel Rodoviário, aconteceu no último fim de semana, um evento de mobilização social do Projeto Rondon Minas Local Direito Humanos em parceria com a Justiça Federal e Comunidade dos Moradores do Anel Rodoviário (CMAR). No sábado, 30 de novembro de 2013, a Escola Municipal Horonina Rabelo, localizada na Vila da Luz, Região Nordeste de Belo Horizonte, recebeu estudantes universitários voluntários, rondonistas e lideranças comunitárias para a realização de várias atividades lúdicas, como shows e apresentações dos artistas “Vi Coelho”, Raphael Ursino, Coletivo Beat Selecter (DJs e grafite) e Maxi Carlucci nos malabares, oficinas de desenhos e cama elástica. O evento também contou com a presença do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Defensoria Pública da União, Justiça Federal e outros órgãos, para sanar dúvidas dos moradores em relação às futuras obras de reassentamento que serão realizadas no entorno do Anel Rodoviário. No domingo, 1 de dezembro de 2013, a mobilização do Projeto Rondon Minas aconteceu na Vila Pica Pau Amarelo, também localizada na Região Nordeste de Belo Horizonte. As atividades do projeto Rondon e seus parceiros ocuparam o espaço público na comunidade do bairro Jardim Vitória. Em um campo de futebol, várias tendas foram construídas para abrigar os serviços como atendimento médico e odontológico feito pelo Exército Brasileiro e atividades lúdicas realizadas pelos estudantes universitários. Nos dois dias de mobilização, às comunidades conheceram mais sobre a atuação do Projeto Rondon Minas Local Direitos Humanos e seus parceiros, nesse novo projeto que propõe uma forma de remoção diferenciada, construindo um diálogo entre poder público e sociedade para que todos sejam beneficiados.

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Redação: Michelle Braga

Rondon Minas promove capacitação sobre técnicas de conciliação

Palestra sobre técnicas de conciliação
Palestra sobre técnicas de conciliação

No dia 27 de novembro de 2013, de 14h às 17h, na Sede da Justiça Federal em Belo Horizonte, aconteceu a palestra sobre Técnicas de Conciliação, ministrada pela Prof.ª Camila Linhares que é advogada é tem experiência em conciliação, mediação e arbitragem. O intuito era levar para os técnicos e voluntários do Projeto Rondon Minas bases necessárias para a resolução de conflitos. A capacitação foi organizada em parceria com a Justiça Federal, através da juíza Dr.ª Dayse Starling.

A conciliação se caracteriza como a forma de resolução de um determinado problema onde as partes têm um apoio de uma terceira pessoa que busca orientá-los e auxiliá-los na busca de um acordo para atender da melhor forma as duas partes.

O curso foi mais um esforço para capacitar os voluntários e deixa-los preparados caso tenham que atuar de forma conciliadora entre os moradores. Foi levantada também a importância de saber abordar e lidar com situações do cotidiano que podem ocorrer durante o trabalho nas vilas do entorno do Anel Rodoviário.
O curso abordou também a importância de ouvir de forma imparcial os moradores e ajudar para que os moradores enxerguem que têm o direito e dever de definir seu futuro. Ouvir o que eles têm a dizer torna o processo muito mais democrático e transparente.

Redação: Dalton Reis

Projeto Rondon capacita voluntários para atuarem em comunidades do Anel Rodoviário

Capacitação Trabalho Comunitário 2810 Soc São Vicente
Capacitação da equipe

O Projeto Rondon Minas, em parceria com a Justiça Federal, Defensoria Pública da União (DPU), Departamento Nacional d e Infraestrutura de Transporte, iniciou a primeira etapa para realização de trabalho de remoção humanizada dos moradores do Anel Rodoviário. A proposta é trabalhar nas comunidades do entorno do Anel Rodoviário, em Belo Horizonte e Região Metropolitana, para que todos os direitos dos moradores que serão removidos ou reassentados sejam garantidos.

A capacitação de voluntários, que teve início no dia 26 de outubro, abordou temas como Direito a Cidades, Direito Humanos, Mapeamento, Trabalho Comunitário, Trabalho em Rede, Mobilização Social, Técnicas de Conciliação e demais temas de importância para a realização do trabalho junto às comunidades. As capacitações são importantes para o voluntário ter uma base metodológica de como será o trabalho junto às vilas que serão atendidas.

O processo de capacitação continuará sempre juntamente a realização do trabalho, levando cada vez mais conteúdo para os voluntários.

Redação: Dalton Reis