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Último encontro do Grupo de Estudos do NRMQ: inscrições abertas

Já estão abertas as inscrições para o 2º encontro do Módulo 7 do Grupo de Estudos Africanidades e Questões Quilombolas do Núcleo Rondon Minas Quilombola, encerrando as atividades, que começaram no fim de 2015.

O encontro será realizado na quarta-feira, pós-feriado de Proclamação da República, 16/11, na Casa de Direitos Humanos, na avenida Amazonas, 558, 7º andar, no auditório da Plenária, Centro de Belo Horizonte, das 19h às 21h.

O tema do Módulo é Introdução à metodologia de pesquisa, elaboração de projetos e campo em uma comunidade quilombola. Exposição de um trabalho de um convidado, Instituição, ONG sobre projetos e pesquisa em comunidades quilombolas.

A convidada da noite é a professora Maria Luiza Grossi Araújo, graduada em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre e doutora em Geografia também pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é professora adjunto da UFMG.

Você pode conferir o texto para leitura do módulo, as inscrições e todas as informações aqui.

Não perca!

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Vozes da Resistência: quilombos urbanos de BH são tema de seminário

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Foi realizado nos dias 6 e 7 de outubro, no auditório do Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte, o Seminário Vozes da Resistência: Em defesa do direito quilombola, que debateu a situação atual dos quilombos urbanos de Belo Horizonte.

O evento foi realizado pela Defensoria Pública da União em Minas Gerais (DPU/MG), em parceria com o Instituto Rondon Minas, CEFET-MG, Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva (Cedefes); e com o apoio cultural do Museu Histórico Abílio Barreto, Fundação Municipal de Cultural e Prefeitura de Belo Horizonte.

O objetivo do seminário foi difundir o conhecimento do tema na sociedade, além de divulgar os parâmetros normativos que regulam os direitos quilombolas, discutindo a situação concreta das comunidades existentes na capital mineira, a partir da perspectiva das Defensorias Públicas.

O Instituto Rondon Minas, que há 10 anos promove os direitos humanos em todo o Estado, a oportunidade em poder contribuir nesta causa é um grande avanço para geração de novos projetos e ideias na área. “A nossa intenção é criar grupos de estudos e práticas interdisciplinares, intersetoriais e transversais junto às Comunidades Quilombolas de Belo Horizonte e aos órgãos competentes para se propor soluções efetivas e de impacto social que estejam de acordo com a justiça, os direitos humanos e o interesse das comunidades que têm seus direitos violados a tanto tempo”, analisou Luciana Priscila do Carmo, presidente do Instituto.

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Para o defensor público federal, Estêvão Ferreira do Couto, expositor e um dos organizadores da atividade, o Seminário foi uma experiência rica e esclarecedora. “É preciso dar voz às essas pessoas que há anos vêm sofrendo com diversos fatores que prejudicam sua cultura, suas raízes. As comunidades quilombolas têm direito a um território para que suas tradições sejam mantidas. Mas nem sempre a lei é aplicada. E por isso este Seminário é importante para que possamos discutir as estratégias e medidas que devemos tomar para efetivar estes direitos em favor delas”, completou.

DOCUMENTÁRIO

No dia 8 de outubro foi lançado também o documentário Vozes da resistência: os quilombos urbanos de Belo Horizonte, com direção geral de Zuleide Filgueiras, e argumento e direção de conteúdo do defensor Estêvão Ferreira Couto, no cine Humberto Mauro (Palácio das Artes). O documentário é um longa-metragem, e tem como tema central a questão da regularização fundiária do território de três comunidades quilombolas da capital mineira: Luízes, Mangueiras e Manzo Ngunzo Kaiango.

Por meio das reivindicações dos personagens, o documentário denuncia as injustiças históricas, a invisibilidade social, o racismo sofrido, as expressivas perdas territoriais, a falta de acesso aos bens públicos, a violação de direitos humanos, a interferência da cidade na identidade cultural dos grupos e os anseios para o futuro.