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Instituto Rondon Minas apresenta ações do Programa Judicial de Conciliação na PUC Minas

As ações desenvolvidas no Programa Judicial de Conciliação pelo Instituto Rondon Minas estiveram presentes no XI Seminário de Extensão Universitária da PUC Minas, que teve como tema “Ética e Sustentabilidade: Compromissos da Extensão”. Realizado nos dias 15 e 16 de setembro, no campus Coração Eucarístico, o evento gratuito reuniu a comunidade acadêmica e o público externo em atividades como oficinas, palestras e cursos.

A discussão sobre Metodologia de Trabalho Comunitário, exemplificada com as ações desenvolvidas no Programa Judicial de Conciliação ficaram a cargo da coordenadora geral do Projeto Rondon® Local Direitos Humanos, Mônica Abranches, e da coordenadora do Eixo Mobilização e Comunicação Social, Hélia Leomara. “Quanto mais a pessoa se informa sobre seus direitos, mais ela entende sua relação com a sociedade e aprende a trabalhar melhor coletivamente”, explicou Mônica. Ela ainda completou que “precisamos entender que sozinho, não somos ninguém. Por isso precisamos nos juntar para fazer valer nossa voz ativa”. Ao final da palestra, o público pode conhecer as etapas do processo de remoção e reassentamento do Programa, por meio de uma instalação didática feita no local.

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Já a estagiária do Eixo Mobilização e Comunicação Social, Iêda Lacerda, que cursa o 8º período do curso de Serviço Social, expôs sua dissertação nos Grupos de Trabalho realizados durante o evento. “Percebo em ações como essa, a projeção que a universidade pretende dar aos estudantes. Nós, enquanto alunos, aprendemos a repensar nosso papel na vida acadêmica, que é muito mais que ter um título. Com esse conhecimento é possível, por exemplo, mudar um contexto social”, comentou.

Outra atividade que integrou o evento foi a Mesa de Discussão do Instituto Rondon Minas. Entre os projetos apresentados estava o Projeto Rondon® Local Direitos Humanos, que inclui ações desenvolvidas para o Programa Judicial de Conciliação, que atua com a remoção e o reassentamento das famílias que residem às margens da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares. As atividades foram explicadas pela coordenadora geral dos peritos, acompanhada da psicóloga voluntária do Programa, Naiara Santos. Na ocasião, ela contou sua experiência atuando diariamente nas vilas prioritárias (Vila da Luz, Vila da Paz, Vila Pica Pau e Bairro Bom Destino).

Por fim, foi feito um relato sobre o Serviço Social e o Direito à Moradia, pela coordenadora Hélia e pela estudante Iêda em outro Grupo de Trabalho, que teve como discussão principal a ética, a sustentabilidade e o urbano. A roda de conversa abordou assuntos como participação e mobilização comunitária.

Veja as fotos da apresentação do Instituto Rondon Minas no XI Seminário de Extensão Universitária da PUC Minas

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Vozes da Resistência: quilombos urbanos de BH são tema de seminário

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Foi realizado nos dias 6 e 7 de outubro, no auditório do Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte, o Seminário Vozes da Resistência: Em defesa do direito quilombola, que debateu a situação atual dos quilombos urbanos de Belo Horizonte.

O evento foi realizado pela Defensoria Pública da União em Minas Gerais (DPU/MG), em parceria com o Instituto Rondon Minas, CEFET-MG, Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva (Cedefes); e com o apoio cultural do Museu Histórico Abílio Barreto, Fundação Municipal de Cultural e Prefeitura de Belo Horizonte.

O objetivo do seminário foi difundir o conhecimento do tema na sociedade, além de divulgar os parâmetros normativos que regulam os direitos quilombolas, discutindo a situação concreta das comunidades existentes na capital mineira, a partir da perspectiva das Defensorias Públicas.

O Instituto Rondon Minas, que há 10 anos promove os direitos humanos em todo o Estado, a oportunidade em poder contribuir nesta causa é um grande avanço para geração de novos projetos e ideias na área. “A nossa intenção é criar grupos de estudos e práticas interdisciplinares, intersetoriais e transversais junto às Comunidades Quilombolas de Belo Horizonte e aos órgãos competentes para se propor soluções efetivas e de impacto social que estejam de acordo com a justiça, os direitos humanos e o interesse das comunidades que têm seus direitos violados a tanto tempo”, analisou Luciana Priscila do Carmo, presidente do Instituto.

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Para o defensor público federal, Estêvão Ferreira do Couto, expositor e um dos organizadores da atividade, o Seminário foi uma experiência rica e esclarecedora. “É preciso dar voz às essas pessoas que há anos vêm sofrendo com diversos fatores que prejudicam sua cultura, suas raízes. As comunidades quilombolas têm direito a um território para que suas tradições sejam mantidas. Mas nem sempre a lei é aplicada. E por isso este Seminário é importante para que possamos discutir as estratégias e medidas que devemos tomar para efetivar estes direitos em favor delas”, completou.

DOCUMENTÁRIO

No dia 8 de outubro foi lançado também o documentário Vozes da resistência: os quilombos urbanos de Belo Horizonte, com direção geral de Zuleide Filgueiras, e argumento e direção de conteúdo do defensor Estêvão Ferreira Couto, no cine Humberto Mauro (Palácio das Artes). O documentário é um longa-metragem, e tem como tema central a questão da regularização fundiária do território de três comunidades quilombolas da capital mineira: Luízes, Mangueiras e Manzo Ngunzo Kaiango.

Por meio das reivindicações dos personagens, o documentário denuncia as injustiças históricas, a invisibilidade social, o racismo sofrido, as expressivas perdas territoriais, a falta de acesso aos bens públicos, a violação de direitos humanos, a interferência da cidade na identidade cultural dos grupos e os anseios para o futuro.